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Santa Casa realiza neurocirurgia para deformidade craniana em criança de 8 meses

23 Jul

Santa Casa realiza neurocirurgia para deformidade craniana em criança de 8 meses

Na última segunda-feira (16), a equipe de neurocirurgia do Prontomed da Santa Casa realizou com sucesso uma cirurgia delicada em uma criança de apenas oito meses que apresentava uma deformidade importante no crânio desde os quatro meses de nascido. Lázaro Henrique Pagnussat veio de Cuiabá-MT com os pais para que pudesse fazer o procedimento de correção antes que a deformidade lhe causasse sérias sequelas, inclusive retardando seu crescimento.

 

A doença do fechamento prematuro das suturas craniana, chamado de craniossinostose, acontecem quando as articulações que se encontram entre os ossos do crânio se fecham antes do momento correto, ou seja, prematuramente, fazendo com que ele não se desenvolva na direção correta, resultando em deformidades cranianas. Estas deformidades podem ser desde o resultado de uma posição repetida a qual a criança é exposta ou até em casos mais graves, que em geral, requer uma intervenção cirúrgica, como explica o médico neurocirurgião, Dr. Eurico Feltrin, responsável pela neurocirurgia pediátrica do Prontomed.

 

Ronaldo Antônio Pagnussat, pai de Lázaro, contou que nos primeiros meses de nascimento do pequeno ele percebeu que sua cabeça possuía um formato diferente, foi então que ele viu que precisava buscar ajuda. “Nós começamos a perceber uma diferença na cabeça dele com mais ou menos dois meses por conta do formato. Aí nós fomos até o pediatra e com exame de raio-x comprovou que havia uma alteração e então começamos a correr atrás do tratamento”, comenta.   

 

Dr. Felipe Guardini, chefe do serviço de neurocirurgia do Prontomed, explica que em geral, além do pais, o primeiro médico que observa estas alterações no formato do crânio são os pediatras e que havendo dúvidas encaminham para avaliação especializada neurocirúrgica. “Este tempo entre observar uma deformidade e definir se tem ou não necessidade neurocirúrgica na criança deve ser rápido para que se possa corrigir precocemente, preferencialmente, antes dos 6 meses de idade”, explicou o médico.

 

A mãe de Lázaro, Lucelia Gomes Rodrigues Pagnussat, lembra que após o diagnóstico da doença a família começou a se desesperar, pois na cidade em que moram não havia profissionais com essa especialidade e o tempo era curto para que o procedimento ocorresse sem intercorrências. “Nós vimos a necessidade de realizar o procedimento o quanto antes em benefício do meu filho. Foram alguns meses até a autorização da cirurgia e três de espera, mas hoje eu posso ficar mais tranquila, pois sei que ele ficará bem e que a cirurgia foi um sucesso. Agradeço de coração à equipe que esteve envolvida com o tratamento do meu filho. Voltaremos para casa em breve e com a certeza que todo o nosso sufoco acabou”, afirma.

 

Um dos médicos responsáveis pelo tratamento cirúrgico de Lázaro, Dr. Felipe Guardini, explicou que o caso da criança não é dos mais graves, porém, demandava uma indicação cirúrgica por conta dos problemas que poderiam ser causados futuramente. “A não correção desta deformidade não só influencia no quesito estético com possível bullyng que a criança ou adolescente sofrerá na vida social, como também pode afetar o desenvolvimento neuropsicomotor e até trazer retardo mental”, finalizou o médico.