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Santa Casa realiza palestra de conscientização sobre violência doméstica

23 Ago

Santa Casa realiza palestra de conscientização sobre violência doméstica

Em comemoração aos 13 anos da Lei Maria da Penha, a Santa Casa de Campo Grande realizou nesta quinta-feira (23), no auditório Carroceiro “Zé Bonito”, um evento em alusão a campanha “Agosto Lilás” que busca levar informações e sensibilizar sobre os altos índices de violência doméstica e familiar contra a mulher.

A palestra foi proferida pela Juíza da 1ª vara de Violência Doméstica e familiar Contra a Mulher da Capital e membro Coordenadora da Mulher do Tribunal de justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, Dra. Helena Alice Machado Coelho, com o tema “Violência contra as mulheres e suas especificidades”. A Juíza instruiu ainda que toda mulher que tenha sido vítima de violência doméstica e familiar, independentemente de sua idade, deve procurar a delegacia de polícia mais perto de sua casa para registrar uma ocorrência policial.

O evento foi aberto com as palavras do presidente da Santa Casa, Esacheu nascimento, que cumprimentou a todos e falou da importância do resgate dos valores perdidos ao longo do tempo pela sociedade. “É um prazer participar deste evento por conta de sua relevância e nós temos procurado avançar com apoio de ordem profissional e de ordem material, como a nossa creche e outras atenções que são dispensadas ao nosso corpo de funcionárias. Todos nós, no Brasil, sofremos as consequências da perda de valores, nós temos visto que Deus foi gradativamente sendo afastado da vida das pessoas e outros valores foram sendo introduzidos, mas não contribuíram para melhorar os relacionamentos humanos, mas nós todos temos a responsabilidade de construir ou de reconstruir os valores, que podem realmente trazer a sociedade novamente a um patamar de relacionamento, seja familiar, seja no convívio social, onde a violência possa ser, se não banida, mas pelo ao menos mitigada em muito para que nós possamos ser felizes, esse é o grande anseio das pessoas”.

A violência contra a mulher é considerada não apenas como um problema de ordem privada ou individual, mas como um fenômeno estrutural, de responsabilidade da sociedade como um todo. Afeta mulheres de todas as classes sociais, idades, nível de escolaridade, raça e religiões. É amplamente definida como qualquer ato que possa causar dano físico, sexual, psicológico ou sofrimento extremo a uma mulher. A violência doméstica e familiar, prevista na Lei Maria da Penha, pode ocorrer em casa, entre pessoas da família e entre pessoas que mantenham relações íntimas de afeto, mesmo sem a convivência sob o mesmo teto.

Após a palestra a juíza abriu para as perguntas do público e após os questionamentos do público para a palestrante, Helena Alice machado encerrou o bate-papo muito aplaudida pelos presentes. O encontro foi organizado pela coordenação de eventos da Santa Casa.

Após os cumprimentos, os presentes puderam assistir à apresentação do grupo teatral “O Coletivo Usina”, grupo teatral que segue o conceito de arte radioativa com foco no questionamento da realidade através da arte, que emocionou a todos. Com pouco mais de dois anos de existência e alguns prêmios conquistados a partir dos seus espetáculos originais, o Usina tem em sua história uma grande parceria com a Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de MS, levando esquetes e performances artísticas para todo o estado.

Violência

De acordo com Secretaria de Direitos Humanos, no primeiro semestre deste ano foram registrados 24.646 casos de violência contra a mulher sul-mato-grossense, o que corresponde a um registro a cada 12 minutos, cinco por hora e 115 por dia. Entre os registros, são 10.218 casos de violência doméstica; 9.305 ameaças; 4.249 lesões corporais dolosas (quando o agressor causa dano físico ou psicológico nas vítimas); 792 estupros; 60 tentativas de feminicídio e 22 feminicídios.

De janeiro até julho deste ano a Casa da Mulher Brasileira fez 82.561 atendimentos às vítimas de violência doméstica e seus familiares, entre eles o acompanhamento psicossocial, oferta de alojamento e de transporte, atendimento policial e judicial. No primeiro semestre deste ano, 24.646 mulheres foram vítimas de violência em Mato Grosso do Sul, o que indica que a cada 12 minutos, uma mulher é vítima de violência no Estado.